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Bariátrica não é a solução

A obesidade é considerada um dos principais problemas de saúde no mundo segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), é também um fator de risco diante do Coronavírus.

Durante a pandemia do Covid-19, cerca de 40% da população ganhou peso. As pessoas estão cada vez mais sedentárias por ficarem em casa e, associado a isso, estão desenvolvendo transtornos alimentares, comendo cada vez mais por causa da ansiedade, nervosismo e demais questões emocionais.

Visto que a obesidade traz diversos riscos à saúde e, somando as estatísticas de risco diante do Covid-19, a procura pela cirurgia bariátrica tem aumentado a cada dia, o método consiste basicamente em reduzir o estômago para promover o emagrecimento relativamente rápido e supostamente garantido, além muitos outros benefícios que vão muito além da estética.

Porém, é importante estar atento, segundo estudos, muitos pacientes voltam a ganhar peso e, cerca de 25% dos pacientes desenvolvem algum tipo de problema relacionado ao consumo de álcool, mesmo não tendo nenhum histórico antes da cirurgia.

Além disso, observa-se também, que há casos com comportamentos compulsivos por compras, sexo, drogas etc, além disturbios alimentares, depressão e alguns casos, mesmo estando magros como sempre desejavam, chegam a cometer suicídio.

Problemas como estes, podem acontecer pós-bariátrica, pois, o principal fator que tornou o paciente obeso, em sua maioria, estavam ligados a questões psicoemocionais das mais diversas. As mais comuns são, a busca por prazer e recompensa relacionadas à comida, quando o estômago é reduzido sem o devido cuidado psicoemocional, o paciente terá a busca por prazer e recompensa direcionado para outros meios como, álcool, compulsões e outros problemas já relatados acima.

Por outro lado, quando realizado o tratamento psicoemocional com o comprometimento do paciente, em muitos casos, a cirurgia deixa de ser necessária, pois o paciente deixa de ter a busca por prazer e recompensa apenas na comida ou em meios que possam trazer algum prejuízo à saúde.

Com as técnicas corretas de tratamento psicoemocional, em conjunto com o comprometimento do paciente, é possível direcionar a busca por prazer, em hábitos saudáveis que trarão o emagrecimento, autoestima, longevidade e qualidade de vida.

É importante salientar que, nenhuma técnica deve ser considerada uma pílula mágica, seja ela cirúrgica ou não. Toda e qualquer técnica, demanda responsabilidade e compromisso com o resultado por parte do paciente, em conjunto com o profissional, ou equipe multidisciplinar.

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